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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mudanças São Lentas.

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"O sociólogo Manuel Castells costuma dizer que o principal instrumento de manipulação usado pelas mídias de massa não é a distorção, mas o ocultamento dos fatos. Ele se deliciaria com as primeiras páginas de hoje dos três jornais brasileiros mais vendidos.
plebiscito congresso reforma política
Congresso, mídia e empresários ignoraram clamor popular por Reforma Política. Primeira etapa da reforma, que seria o Plebiscito, foi rejeitada pelos parlamentares com o aval da grande imprensa e de setores financeiros.
Reforma PolíticaPlebiscito e Constituinte são, obviamente, as três principais novidades na agenda nacional. Dialogam diretamente com algo que se sente todos os dias, e que as ruas expressaram com clareza, nas últimas semanas: o descrédito do sistema político. Pois bem: nas capas das últimas semanas da Folha, do Estado e do Globo, estas três palavras perigosas estão literalmente banidas. Desapareceram não só da manchete e demais títulos, mas também dos textos. Comparecem, é claro, nas páginas internas, muito menos lidas. Aí são tratados como “descabelada proposta” (editorial do Estado), “proposta impraticável” (artigo de José Serra no mesmo jornal), “cheque em branco” (opinião do ministro da STF Ayres Britto, destacada pelo Globo) ou “populismo danoso” (texto do diretor da sucursal de Brasília da Folha). Exceção que confirma a regra: este último jornal publicou importante artigo de Tarso Genro a favor da Constituinte".                                                                        (Pragmatismo Político)
A oposição que veio das ruas não tem cara, nem definição, estamos falando da maior revolta popular da nossa História. Poderiam prender o líder de tudo isso, mas ele não compareceu, não porque não quisesse, mas porque não existe. Ele na verdade está na indignação de cada brasileiro, que cansou de ser usado, e mais ainda, nega-se a continuar sustentando os caprichos das elites aproveitadoras. Elite verdadeira não se entrega assim, a que está aí, misturada com o poder também não vai entregar suas vantagens. Ocorre que essas vantagens, as benesses burguesas suga as energias combalidas, as últimas energias, então o povo foi para as ruas.
Em 1789, ano da Revolução Francesa, o povo tirou a burguesia do poder, na base do cacete, a coisa foi feia. Tristemente, o povo francês se perdeu nos  seus atos, e tudo ficou na mesma. Hoje o mundo é outro,  a mentalidade evoluiu, o homem se aperfeiçoou, o que é a mesma coisa ainda é a mentalidade dos políticos arraigados na antiga situação. Bem, certamente está criado um impasse. Caso o povo não seja atendido, a História será testemunha das consequências que estamos presenciando. O bem e o mal precisam andar próximos, pois um não existe sem o outro.    
                                                 



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